SUMÁRIO
Palavras Iniciais
O início de tudo
As conseqüências
Exemplos de Influências Espirituais benéficas
Exemplos de Influências Espirituais maléficas
Encerramento
PALAVRAS INICIAIS
O tema “Influências Espirituais”, justamente por ser muito importante, amplo e profundo, precisaria de centenas ou milhares de páginas para ser esclarecido, mas para ser esclarecido apenas de um modo geral haja vista que, por um lado, cada aspecto particular desse assunto precisaria de muitas e muitas páginas para ser explicado, e por outro lado, esse tema em si mesmo está diretamente inter-relacionado com vários outros assuntos igualmente importantes, amplos e profundos.
Para demonstrar as enormes amplitude e magnitude desse mega-tema, lembremo-nos que, à primeira vista, as Influências Espirituais poderiam ser consideradas como as influências exercidas por espíritos desencarnados sobre espíritos encarnados, mas, no entanto, sabemos que existem outros três tipos de Influências Espirituais, aquelas exercidas por espíritos encarnados sobre espíritos desencarnados, espíritos desencarnados entre si e espíritos encarnados entre si.
Neste trabalho, trataremos – de maneira muito resumida – apenas do mais conhecido tipo (*1) de Influências Espirituais: aquelas influências exercidas por desencarnados sobre encarnados.
Para mais e maiores esclarecimentos sobre os principais tipos de Influências Espirituais, leia a 3ª edição do livro “Influências Energéticas Humanas”, do mesmo autor, obra esta que, através de confiável mensagem mediúnica, foi considerado por Dr. Bezerra de Menezes como “um compêndio de grande valor cultural e reflexivo” sobre este importante e útil tema.
O INÍCIO DE TUDO
Quando e enquanto estamos encarnados, utilizamos nosso corpo físico, e vivemos e atuamos diretamente no Plano Físico (*2).
Quando “morremos”, melhor dizendo, quando morre o nosso corpo físico, imediatamente nos desligamos, em definitivo, daquele corpo, e passamos a habitar o universo paralelo ao Plano Físico (*3) chamado Plano Astral ou Plano Espiritual, utilizando o nosso corpo astral ou corpo espiritual ou perispírito.
Vivemos e atuamos no Plano Físico quando e enquanto estamos despertos e lúcidos no nosso corpo físico. Mas, diariamente, quando e enquanto o nosso corpo físico dorme, permanecemos desprendidos desse corpo e podemos atuar, com maiores ou menores restrições, diretamente no Plano Astral, utilizando nosso corpo astral.
O Plano Astral realmente é um universo paralelo ao Plano Físico porque, embora com vibrações (teores vibratórios ou energéticos) diferentes, esses dois planos podem ocupar, e normalmente ocupam, o mesmo espaço. Por exemplo muito conhecido, num determinado local do Plano Físico –igreja, centro espírita, loja esotérica, casa de umbanda, etc. – estão reunidos vários encarnados, mas, em paralelo, vários desencarnados também estão presentes naquele ambiente.
Após a “morte”, continuamos com a mesma personalidade, o mesmo caráter, as mesmas crenças, os mesmos conceitos, os mesmos sentimentos, etc. Em outras palavras, se antes de “morrermos” éramos bons, continuaremos bons no Plano Astral após a nossa “morte”. Se éramos maus, continuaremos maus. Se acreditávamos em Deus, continuaremos acreditando em Deus. Se acreditávamos em vida após a “morte”, continuaremos acreditando em vida após a “morte”. Se éramos corajosos, continuaremos corajosos. Se éramos covardes, continuaremos covardes. E assim por diante.
Após a nossa “morte”, poderíamos dizer que o local ou a região do Plano Astral onde passaremos a viver e atuar dependerá do livre-arbítrio e da vontade de cada um de nós, mas, em verdade, vários outros fatores também atuarão, inclusive, em alguns casos, fatores que independem do nosso livre-arbítrio e/ou da nossa vontade consciente.
Quais são esses nossos possíveis destinos imediatos após a nossa “morte”? Podem ser muitos e muito variados, mas, para ilustrar – note bem, apenas para ilustrar, haja vista que as possibilidades são muitas e muitas – vejamos cinco casos. Os dois primeiros são extremos, os dois seguintes podem ser considerados praticamente “normais”, e o último também pode ser considerado extremo, embora, infelizmente, seja muito comum:
Primeiro caso – Antes de “morrer”, Beltrano foi muito bondoso. Ele fez muito bem a muita gente. Imediatamente após a sua “morte”, ele foi recebido no Plano Astral por uma comitiva de espíritos de luz desencarnados que o conduziram para uma das colônias de luz do Plano Astral – tipo “O Nosso Lar”, descrito por André Luiz através da psicografia do saudoso Chico Xavier – onde passou a viver em excelente companhia.
Segundo caso – Antes de “morrer”, Fulano foi muito mau, perverso e impiedoso. Ele fez muito mal a muita gente. Imediatamente após a sua “morte”, ele foi compulsoriamente atraído para a pior região do Plano Astral, o chamado Umbral, onde durante muito tempo ele drenará, pela dor, as potentíssimas e numerosíssimas energias nocivas que ele acumulou (*4) no seu corpo astral – especificamente no seu campo magnético extrafísico – como inexorável resultado de todas as maldades praticadas por ele.
Quando e enquanto estamos encarnados toda e qualquer ação nossa gera as correspondentes energias extrafísicas através dos nossos chacras que, por sua vez, são ativados pelos nossos pensamentos, sentimentos, emoções, palavras, etc. O destino imediato de cada uma e de todas essas nossas energias extrafísicas é o nosso campo magnético extrafísico. Quando desencarnamos, levamos conosco o nosso campo magnético extrafísico. No caso de Fulano, enquanto estava encarnado ele não foi compulsoriamente atraído pelo Umbral (semelhante atrai semelhante) porque o campo magnético extrafísico dele estava fortemente ancorado no corpo físico dele. Mas, com a “morte”, ele perdeu aquela âncora e então foi sumariamente atraído pelo Umbral.
A mesma coisa acontece quanto e enquanto estamos desencarnados. Ou seja, quando e enquanto estamos desencarnados, toda e qualquer ação nossa gera as correspondentes energias extrafísicas...
Terceiro caso – Antes de “morrer”, Sicrano foi uma pessoa boa, porém excessiva e fanaticamente apegado aos seus entes queridos. Imediatamente após a sua “morte”, ele foi recebido no Plano Astral por uma comitiva de espíritos amigos que o convidaram a seguir com eles e passar a viver em uma colônia fraterna do Plano Astral. Ele recusou tal convite, ou não acreditou na veracidade daquele convite, e continuou a viver no Plano Astral, no universo paralelo ao Plano Físico, na companhia diária de seus entes queridos encarnados.
Quarto caso – Antes de “morrer”, Fulana acreditava piamente que não existia vida após a “morte”. Imediatamente após a sua “morte”, ela constatou que seu corpo (físico) estava definitivamente morto, mas, inexplicavelmente, ela continuava viva. Ela não compreendia o que estava acontecendo com ela, e logo ficou como que em estado de choque e/ou de semi-inconsciência e/ou de semi-loucura. Conseqüentemente, ela passou a viver como um zumbi, perambulando no Plano Astral, no universo paralelo do cemitério no qual seu corpo físico jazia enterrado. Numa variante deste caso, Fulana passaria a viver perambulando no Plano Astral, no universo paralelo daqueles locais do Plano Físico onde ela costumava freqüentar antes de “morrer”.
Quinto caso – Antes de “morrer”, Sicrana era desequilibrada, revoltada e agressiva, mas não era má. Imediatamente após a sua morte, ela foi recebida no Plano Astral por uma comitiva de espíritos bondosos que a convidaram a seguir com eles para uma instituição do Plano Astral onde ela seria assistida, orientada e ajudada. Ela recusou aquele convite e passou a viver – desequilibrada, revoltada e agressiva – perambulando no Plano Astral no universo paralelo ao Plano Físico. Pouco tempo depois, ela recebeu outro convite, que aceitou imediatamente, e passou a viver em uma colônia astral “barra pesada”, na companhia de pessoas desencarnadas semelhantes a ela.
AS CONSEQÜÊNCIAS
Após a “morte”, quais tipos de influências podem exercer os espíritos – agora na condição de desencarnados – sobre os outros espíritos que ainda estão encarnados? Basicamente, são quatro as respostas:
A primeira resposta é óbvia porque depende da real qualidade – mas não necessariamente da intenção (*5) – da influência espiritual exercida. Ou seja, se for uma influência espiritual realmente boa, o resultado sempre será positivo e benéfico para o encarnado. Mas se for uma influência espiritual realmente má, o resultado sempre será maléfico e prejudicial para o encarnado.
Infelizmente, é comum o caso de um desencarnado exercer uma Influência Espiritual visando “ajudar” um determinado encarnado, e aquela influência ser nociva àquele encarnado e até a outros. Por exemplo, a Influência Espiritual de um ciumento marido desencarnado que atua sobre sua ex-esposa encarnada, visando “poupa-la dos sofrimentos” causados por relacionamentos amorosos.
A segunda resposta esclarece o primeiro tipo propriamente dito de influência espiritual: as sutis influências mentais que desencarnados exercem sobre encarnados. São as induções que desencarnados fazem à vontade de encarnados, e as telepatias (idéias, intuições e inspirações) que desencarnados enviam mentalmente para encarnados.
Vale a pena frisar que estamos falando de influências espirituais que, como é óbvio, influenciam, em maior ou menor grau, as ações dos encarnados influenciados. Mas não obrigam os encarnados influenciados a agirem exatamente conforme as maneiras influenciadas. A única exceção são as raríssimas obsessões no mais alto grau, nas quais a vontade do obsediado é comandada pelo obsessor.
A terceira resposta esclarece o segundo tipo propriamente dito de influência espiritual: as sutis influências energéticas que desencarnados exercem sobre encarnados. São verdadeiros “bombardeios energéticos” que desencarnados fazem para encarnados.
A quarta resposta esclarece o terceiro tipo propriamente dito de influência espiritual: as atuações de desencarnados diretamente – ao vivo – no Plano Físico, através dessa ou daquela mediunidade.
Finalmente, concatenando essas quatro respostas básicas, podemos dizer que desencarnados – se assim quiserem, e conforme sejam as suas capacidades e possibilidades – podem exercer influências espirituais boas e/ou más sobre encarnados, através de meios mentais e/ou energéticos e/ou mediúnicos.
EXEMPLOS DE INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS BENÉFICAS
Felizmente – graças a Deus! – esses tipos de influências espirituais são muitos e muito importantes e úteis para os encarnados envolvidos direta e indiretamente.
Como é evidente, são aquelas sutis influências, sempre benéficas em maiores ou menores graus, umas facilmente perceptíveis, outras não, que benfeitores espirituais desencarnados deliberadamente exercem sobre encarnados.
O primeiro exemplo são as sutis induções ao comportamento ético e/ou moral e/ou fraterno e/ou solidário e/ou religioso e/ou politicamente correto de encarnados.
O segundo exemplo são as sutis boas idéias e/ou boas inspirações e/ou boas intuições feitas para encarnados.
O terceiro exemplo são os “bombardeios energéticos” benéficos a encarnados.
O quarto exemplo são as chamadas “incorporações” mediúnicas, através das quais benfeitores espirituais executam variadas tarefas diretamente no Plano Físico, todas extremamente úteis aos encarnados envolvidos direta e indiretamente, tais como escrever mensagens e livros (psicografia), fazer palestras (psicofonia), dar passes mediúnicos, etc
EXEMPLOS DE INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS NOCIVAS
Infelizmente – muito infelizmente – esses tipos de influências espirituais nocivas são muito mais freqüentes e atuantes do que se pode imaginar.
Na realidade, ninguém está imune a elas! Vale a pena repetir, ratificar e frisar que ninguém está imune a essas influências espirituais nocivas. Por que? Simplesmente porque tanto a iniciativa quanto a execução dessas influências espirituais nocivas dependem do livre-arbítrio e da vontade de outras pessoas desencarnadas. Portanto, essas influências espirituais são muitas, todas prejudiciais aos encarnados envolvidos direta e indiretamente.
Como é evidente, são aquelas influências espirituais, sempre maléficas em maiores ou menores graus, umas facilmente perceptíveis, outras não, que desencarnados, deliberadamente ou não, voluntariamente ou não, exercem sobre encarnados.
Genericamente, são chamadas de Obsessões (*7). Em palavras mais claras, são sutis influências espirituais nocivas, exercidas, intencionalmente ou não, por desencarnados sobre encarnados.
Ao pé da letra, só são consideradas Obsessões aquelas influências espirituais nocivas que são contínuas e persistentes.
O curioso é que, entre os vários tipos de Obsessões (*8) existem as involuntárias e até as movidas por amor.
Para maiores esclarecimentos sobre este assunto, veja, na “2ª Boa Idéia” deste site PortaLuz, o texto intitulado “Os 10 Principais Tipos de Obsessores”.
O primeiro exemplo de influências espirituais nocivas são as sutis induções ao comportamento anti-ético e/ou imoral e/ou anti-fraterno e/ou anti-solidário e/ou anti-religioso e/ou politicamente incorreto de encarnados.
O segundo exemplo são as sutis más idéias e/ou más inspirações e/ou más intuições feitas para encarnados.
O terceiro exemplo são os “bombardeios energéticos” prejudiciais à saúde física e/ou mental e/ou espiritual de encarnados.
O quarto e maquiavélico exemplo – felizmente raro, muito raro – são as “incorporações” mediúnicas, através das quais inteligentes e hábeis malfeitores desencarnados, fazendo-se passar por “mentores” espirituais, executam tarefas diretamente no Plano Físico, sempre visando enganar e/ou ludibriar e/ou prejudicar energeticamente encarnados. Com tal intenção maligna, sutil, oculta e dissimulada, eles escrevem mensagens e livros (psicografia), fazem palestras (psicofonia), dão “passes mediúnicos”, etc.
ENCERRAMENTO
Como vimos nessa análise, mesmo ela sendo tão resumida, o tema “Influências Espirituais” é muito mais amplo e profundo do que, à primeira vista, poderíamos imaginar. Também comprovamos que esse assunto tão importante e tão decisivo para nossa qualidade de vida é intimamente inter-relacionado com muitos outros importantes temas. Isto deve significar que, em nosso próprio benefício, devemos estudar, entender e compreender as “Influências Espirituais”.
Também vale a pena frisar que as “Influências Espirituais” – sendo fatos e fenômenos absolutamente normais e naturais da vida, todos decorrentes do nosso atual nível evolutivo – são independentes de nossos credos religiosos e/ou filosóficos e/ou doutrinários a este respeito. Em outras palavras, quer acreditemos ou não nas “Influências Espirituais”, elas existem! E o mais importante: elas atuam sobre nós e sobre nossos estes queridos!
Finalmente, como podemos detectar as atuações dessas sutis influências espirituais nocivas? E quando for o caso, como podemos nos curar desses males? Ah, isto é outra história tão comprida quanto... Ou seja, é um tema que extrapola o objeto deste trabalho que se propõe apenas a esclarecer, de maneira resumida, as “Influências Espirituais.
Entretanto, como já foi mencionado inicialmente, uma obra que responde a essas perguntas é a 3ª edição do livro “Influências Energéticas Humanas”, deste mesmo autor.

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